domingo, 29 de março de 2020

O Colar Escravo Como Símbolo; Um Instrumento de Dominação e Controle Sobre os Escravo. O que os Livros Dizem Sobre Isto?


Uma das principais funções do Colar é demarcar uma escrava como posse. A Escrava Goreana não tem direitos de cidadania uma vez que ela não é considerada uma igual e nem jura a Home Stone . Depois de encoleirada e marcada como escrava, ela torna-se consciente de que sua existência possui apenas um objetivo. Servir com primazia, abnegação, prazer e amor aos Livres da Cidade a qual ela pertence ou em alguns casos à seu Mestre.

"A aura de ser sua propriedade me envolveu. Eu estava quente e protegida, e motivada como uma escrava, quente nas peles de meu senhor. Eu desejei que ele, também, estivesse nas peles, para que eu pudesse realizar deliciosos, servis deveres para ele, cabíveis em alguém que era apenas uma humilde garota escravizada"
Escrava de Gor – Livro 11 – Página 168

Como toda propriedade a escrava em Gor leva no seu colar a marca pessoal da cidade a qual ela pertence ou do seu Mestre, ela é posse, para uso indiscriminado e absoluto. e pode inclusive ser, além de morta, vendida.

Ora se o nome no Colar demarca a Escrava como uma posse , o Colar em si a trela e outros elementos, fazem além disto , uma analogia que caracteriza a escrava como , pura e simplesmente, um animal de estimação , sendo que dela não é esperado nada mais que agir e reagir segundo seus mais fortes e puros instintos naturais de fêmea.

"Eu era uma garota da Terra, é verdade, mas agora eu era apenas uma escrava. Uma escrava não só autorizada a ser responsiva aos homens, mas é obrigatório que ela seja. É um dever que, além disso, se ela deixar de cumprir, será imposto a ela".
Escrava de Gor – Livro 11 – Página 90

Desta forma pode-se dizer que , claramente a Escrava em Gor, reconhecida por Kajira é equiparado com uma propriedade e um animal de estimação. Um dos grandes equívocos demonstrados por aqueles que vivenciam este papel na sociedade Goreana-SL é colocar uma cortina de fumaça sobre estes fortes elementos da filosofia Gorena, é pensar que o Colar e subsequentemente a marca e a trela são apenas uma alegoria, um simbolo mas não um simbolo de escravidão mas de Status, um enfeite, onde a escrava é, mas não é de verdade e de fato. Aqui caberia uma explanação, porém se considera mais propício e efetivo uma forte reflexão sobre o assunto e modo pessoal de entender a condição da kajira.

O Colar Escravo não é um fetiche que vai magicamente e sem abnegação, transportá-la para uma condição de falsa entrega e subserviência nula e fingida.

"Qual é o seu dever?" Perguntou, meu mestre.
"Absoluta obediência ", eu respondi, em Goreano.
Ele segurou o chicote perto dos meus lábios. Eu pressionei meus lábios nele e o beijei. "Absoluta obediência", eu disse.
Escrava de Gor – Livro 11 – Página 106

Os Livres Goreanos exigem tudo de seus Escravos e menos que isto é insatisfatório.

Autoria: Ranna Vallona (Postagem Original Aqui)



Reflexões sobre o Ser Kajira em uma perspectiva Goreana BTB

Quando a palavra kajira surge em uma conversa seja presencial ou virtual ela está quase sempre relacionada a tipos de submissão, então assim que uma mulher se identifica como sendo uma kajira, a pergunta que ela ouve de seu interlocutor na sequencia é; Oque é ser Kajira?

Na tentativa de responder a esta pergunta se faz necessário tratar de alguns conceitos afim de melhor elucidar a questão evitando assim uma compreensão errônea. Dizer que kajira é uma submissa que é escrava seria minimizar e tornar redundante a amplitude existencial de um Kajira.

Ao contrario do que se possa supor, para que uma escrava seja uma kajira, ela precisa ser uma escrava Goreana. E não apenas aceitar para si o papel natural de submissão, mas também viver plenamente os demais princípios filosóficos de GOR, a saber; a honra e a integridade além de outras virtudes que serão citadas ao longo deste texto.

Para quem leu até aqui e nunca ouvir falar sobre kajira ou sobre Gor, neste ponto deve estar se perguntando também o'que é ser goreano. Na década de 60 o escritor norte americano John Norman, escreveu a primeira de suas obras, parte de uma saga ambientada no planeta GOR. O conjunto destas obras hoje já conta com mais de trinta livros e chamamos As Crônicas de Gor.

Logo no primeiro livro, Norman, Professor Universitário e Filósofo, apresenta ao público uma obra de ficção científica Intitulada em português, O Tarnsmam, gor a Contra terra. O autor nos encanta com uma sociedade distópica e primitiva cuja população lembra em muitos aspectos as civilizações da terra na antiguidade sabiam e faziam questão de viver cada um seu lugar no mundo.

Os homens e mulheres de Gor se organizam e vivem de acordo com sólidos códigos de honra e conduta, em atenção ao instinto primal e obedecendo ao papel natural, ou seja, os homens dominantes e as mulheres submissas. Separados enquanto essência, mas complementares enquanto existência.

Apesar da existência de mulheres livres em Gor as chamadas Free Womans e de elas serem a maioria do contingente feminino naquele planeta, a mulher escrava chamada Kajira é reconhecidamente a maior preciosidade dentre todas.

“Nenhum homem que tenha visto uma mulher em seda do prazer, ou a assistiu dançar, ou ouviu o som de uma sineta de tornozelo, ou assistiu o cabelo de uma mulher, não amarrado, cair até a cintura, pode viver muito tempo sem a posse de uma criatura tão deliciosa”. (Outlaw of Gor pag 245)

A citação acima torna evidente que o homem goreano, ou Master não apenas aprecia a entrega da kajira, mas que também deseja, valoriza e anseia por esta posse. Espera-se que um Master Goreano seja um homem forte em sentidos amplos, que tenha a sua conduta reta e ilibada em valores morais e éticos, que prime pela justiça e defenda a sua verdade, seu povo, sua terra e sua casa, que seja leal e honrado.

E é para servir plenamente a este homem, apenas a ele, um Master Goreano, que a Kajira existe e dela se espera nada mais nada menos que ela seja TUDO e NADA ao mesmo tempo; que seja mulher, fêmea cuja sexualidade pungente extrapole todo e qualquer pudor e timidez, que sua feminilidade seja lustrosa e ricamente sensual, orgulhosa de seu lugar, cativa aos pés daquele a quem ela, de joelhos, encoleirada e preciosa, serve.

Que não se sinta diminuída em servir integralmente, antes se esforce para aprimorar sempre a sua forma de servir, que sinta não ser necessário a ela competir por papéis naturalmente desempenhados por homens, pois ser ela mesma já a realiza visceralmente. Que seja livre enquanto escrava e majestosa enquanto kajira.

“Mulheres, eu suspeitava, mesmo orgulhosas, belas e inteligentes mulheres, secretamente desejam que seus homens sejam fortes, e que ocasionalmente provem isso para elas, as comandando como meras fêmeas; dando a elas nenhuma escolha a não ser fazer precisamente oque ele quer” (Assassin of Gor, pag 171)

No mundo Bárbaro, forma como é chamado o planeta terra pelos Goreanos, ser kajira antes de tudo é ser uma mulher forte, ser consciente de sua natureza feminina e de seu papel natural enquanto submissa. Que sabendo respeitar seus desejos, anseios e a si mesma, busca ser esclarecida e politizada, e que mesmo sabedora de seus direitos e deveres civis, ela consente em depositar seu corpo, sua alma e sua vida nas mãos de um Master e isto a faz feliz.

“Um homem forte, precisa de uma mulher forte a seus pés que seja verdadeiramente dele. Menos que isso jamais o satisfará”. (Explores of gor)

No entanto, uma vez que esta natureza é despertada na mulher, dificilmente ela conseguirá refazer seus passos de volta a escuridão moderna que castra e priva a mulher daquilo que ela tem de mais bonito e sagrado, o seu direito de ser pura e simplesmente mulher, sem cobranças e sem rótulos. Desta forma, ser kajira, passa a ser algo inerente a ela, natural, de modo intenso e volátil. Por isso estar ou não servindo a um Master em determinado momento, não altera a sua essência e verdade, antes a motiva para ser cada vez mais plena e selvagem.

Autora: Ranna Vallona (Postagem Original do Facebook)