Aos poucos a menina começa a perceber oque é de fato ser uma escrava em Gor. Em que consiste entregar a sua vida nas mãos de outra pessoa. O que realmente significa ser dependente, do amor e dos desejos do Mestre. Existir com o firme propósito de ser apenas oque ele queira.
Passasse horas pensando, refletindo sobre alguns pontos e aspectos de todas as mudanças pelas quais vai passando ao longo do tempo e que se intensifica a cada vez mais causando um turbilhão de sentimentos, dúvidas e angústias. Pensar é um excelente modo de se entender e escrever é tentar, a grosso modo dar materialidade à tudo isto, então lá vai!
A kajira navegava nos imprecisos mares dos porquês infinitos e acredita que era por precisar, necessitar deste momento de auto entendimento e mais esta aceitação. Aprender a ser uma escrava ou melhor dizendo abandonar o modo de vida da terra e deixar que o novo modo de vida tome conta do antigo não é simples e muito menos automático como podemos, erroneamente imaginar ; É Preciso Transformação.
Em tudo que se cogitei, teorias que elaboramos, motivos que criamos, razões que justificam tantas coisas, coisas onde, finalmente se percebe a grande verdade, o motivo pelo qual uma mulher se submete à um homem, o Seu Mestre.
Ela o considerou forte o suficiente para carregar todos os fardos por ela. Aqui por fardo entendam como sendo; modos de vida masculinizada e por décadas, quem sabe séculos, preconizadas na Terra e carregados pela mulher que disputa o lugar de "homem" com os homens fracos.
Ela o considerou forte o suficiente para carregar todos os fardos por ela. Aqui por fardo entendam como sendo; modos de vida masculinizada e por décadas, quem sabe séculos, preconizadas na Terra e carregados pela mulher que disputa o lugar de "homem" com os homens fracos.
A todo instante ela repete; eu aceito, eu dependo, eu amo, eu existo por ti, meu prazer é o teu , a minha vontade é a tua, mas quando isto é levado para pratica, até mesmo no mínimo fragmento, pode não ser assim tão simples na prática, como o é na teoria. É nestas sinuosidades entre o saber e o fazer , que basicamente a Kajira pensa e se preocupa.
Ser escrava é ser nada além do que seja o desejo e vontade do seu Mestre, você deve ser um nada absoluto para então ser apenas a vontade expressa do seu Mestre, então enfim eu me perguntei; Bem, se é isto por que eu tenho tantas preocupações?
Se o dever da escrava é estar aos pés dele, submissa a ele ... realizando às vontades dele, e isto e não outra coisa, é oque precisa ser feito. Ao se colocar disposta e disponível à ele e as suas ordens e suas decisões, enfim ela entende que nada mais é da responsabilidade dela, nem mesmo o sucesso ou o fracasso desta jornada de descobertas. Ela precisa obedecer, cumprir a risca ao que for exigido dela e da forma mais primorosa e abnegada possível, servir.
Porém, isto não significa que ela deva ficar ali igual estátua inerte, mas que o seu arco de ação, por ser limitado por ele, não deve ultrapassar os desejos dele e nem limites impostos, afinal quem é o lapidador ?
Chegar à estas conclusões promove um grande alívio na kajira e em instantes ela estará entendo o seu papel dentro de um cenário, que é apenas parte de um complexo mosaico. A vida é um eterno aprender, um tecer e destecer, cair para levantar e se abaixar, para enfim se erguer plena e altiva. Ser escrava é existir para servir e ponto.
Nisto está as amargas delicias do ser escrava pois nem sempre será ela a ser a escolhida para servir, e claro que mil conjecturas vão lhe ocorrer, mas depois tudo ela saberá na mão de quem está o chicote e fica grata por seu lugar aos pés do seu Mestre, um Homem Goreano Forte e seguro de sí.


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