domingo, 29 de março de 2020

Reflexões sobre o Ser Kajira em uma perspectiva Goreana BTB


Quando a palavra kajira surge em uma conversa seja presencial ou virtual ela está quase sempre relacionada a tipos de submissão, então assim que uma mulher se identifica como sendo uma kajira, a pergunta que ela ouve de seu interlocutor na sequencia é; Oque é ser Kajira?

Na tentativa de responder a esta pergunta se faz necessário tratar de alguns conceitos afim de melhor elucidar a questão evitando assim uma compreensão errônea. Dizer que kajira é uma submissa que é escrava seria minimizar e tornar redundante a amplitude existencial de um Kajira.

Ao contrario do que se possa supor, para que uma escrava seja uma kajira, ela precisa ser uma escrava Goreana. E não apenas aceitar para si o papel natural de submissão, mas também viver plenamente os demais princípios filosóficos de GOR, a saber; a honra e a integridade além de outras virtudes que serão citadas ao longo deste texto.

Para quem leu até aqui e nunca ouvir falar sobre kajira ou sobre Gor, neste ponto deve estar se perguntando também o'que é ser goreano. Na década de 60 o escritor norte americano John Norman, escreveu a primeira de suas obras, parte de uma saga ambientada no planeta GOR. O conjunto destas obras hoje já conta com mais de trinta livros e chamamos As Crônicas de Gor.

Logo no primeiro livro, Norman, Professor Universitário e Filósofo, apresenta ao público uma obra de ficção científica Intitulada em português, O Tarnsmam, gor a Contra terra. O autor nos encanta com uma sociedade distópica e primitiva cuja população lembra em muitos aspectos as civilizações da terra na antiguidade sabiam e faziam questão de viver cada um seu lugar no mundo.

Os homens e mulheres de Gor se organizam e vivem de acordo com sólidos códigos de honra e conduta, em atenção ao instinto primal e obedecendo ao papel natural, ou seja, os homens dominantes e as mulheres submissas. Separados enquanto essência, mas complementares enquanto existência.

Apesar da existência de mulheres livres em Gor as chamadas Free Womans e de elas serem a maioria do contingente feminino naquele planeta, a mulher escrava chamada Kajira é reconhecidamente a maior preciosidade dentre todas.

“Nenhum homem que tenha visto uma mulher em seda do prazer, ou a assistiu dançar, ou ouviu o som de uma sineta de tornozelo, ou assistiu o cabelo de uma mulher, não amarrado, cair até a cintura, pode viver muito tempo sem a posse de uma criatura tão deliciosa”. (Outlaw of Gor pag 245)

A citação acima torna evidente que o homem goreano, ou Master não apenas aprecia a entrega da kajira, mas que também deseja, valoriza e anseia por esta posse. Espera-se que um Master Goreano seja um homem forte em sentidos amplos, que tenha a sua conduta reta e ilibada em valores morais e éticos, que prime pela justiça e defenda a sua verdade, seu povo, sua terra e sua casa, que seja leal e honrado.

E é para servir plenamente a este homem, apenas a ele, um Master Goreano, que a Kajira existe e dela se espera nada mais nada menos que ela seja TUDO e NADA ao mesmo tempo; que seja mulher, fêmea cuja sexualidade pungente extrapole todo e qualquer pudor e timidez, que sua feminilidade seja lustrosa e ricamente sensual, orgulhosa de seu lugar, cativa aos pés daquele a quem ela, de joelhos, encoleirada e preciosa, serve.

Que não se sinta diminuída em servir integralmente, antes se esforce para aprimorar sempre a sua forma de servir, que sinta não ser necessário a ela competir por papéis naturalmente desempenhados por homens, pois ser ela mesma já a realiza visceralmente. Que seja livre enquanto escrava e majestosa enquanto kajira.

“Mulheres, eu suspeitava, mesmo orgulhosas, belas e inteligentes mulheres, secretamente desejam que seus homens sejam fortes, e que ocasionalmente provem isso para elas, as comandando como meras fêmeas; dando a elas nenhuma escolha a não ser fazer precisamente oque ele quer” (Assassin of Gor, pag 171)

No mundo Bárbaro, forma como é chamado o planeta terra pelos Goreanos, ser kajira antes de tudo é ser uma mulher forte, ser consciente de sua natureza feminina e de seu papel natural enquanto submissa. Que sabendo respeitar seus desejos, anseios e a si mesma, busca ser esclarecida e politizada, e que mesmo sabedora de seus direitos e deveres civis, ela consente em depositar seu corpo, sua alma e sua vida nas mãos de um Master e isto a faz feliz.

“Um homem forte, precisa de uma mulher forte a seus pés que seja verdadeiramente dele. Menos que isso jamais o satisfará”. (Explores of gor)

No entanto, uma vez que esta natureza é despertada na mulher, dificilmente ela conseguirá refazer seus passos de volta a escuridão moderna que castra e priva a mulher daquilo que ela tem de mais bonito e sagrado, o seu direito de ser pura e simplesmente mulher, sem cobranças e sem rótulos. Desta forma, ser kajira, passa a ser algo inerente a ela, natural, de modo intenso e volátil. Por isso estar ou não servindo a um Master em determinado momento, não altera a sua essência e verdade, antes a motiva para ser cada vez mais plena e selvagem.

Autora: Ranna Vallona (Postagem Original do Facebook)



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