quarta-feira, 22 de abril de 2020

A Arte do Mestre


"É apenas um escravo, em sua vulnerabilidade e desamparo, que pode saber oque é verdadeiramente o amor".
(Kajira de Gor,p,48)


Na vida da mulher, a  busca incensante por si mesma, muitas vezes termina quando chega o amor para ela, um amor representado por uma corrente e o domínio de um homem forte sobre si. Somente quando ela entende que amando ao seu Mestre mais que a si própria e a tudo que ela acredita é que ela entende o verdadeiro sentido de amar.

Entregar-se a este amor significa submeter-se ao Mestre que, ao tomar posse dela, torna-se Senhor de tudo oque ela possa ter, coisas tais como; Corpo,alma mente, coração  e muitas outras mais; desejos, anseios, angustias. E quanto mais a escrava se entrega mais despojada ela se sente e consequentemente, mais leve e disposta para ser apenas ela mesma.

Ela não será perfeita, mas será feliz entendendo sua imperfeição e continuará em uma interminável busca, porém, desta vez, em aprimorar-se em ser, exatamente assim, imperfeita e maravilhosamente amando e sendo amada aos pés de seu Mestre.


"Não existem dois Senhores iguais,exceto que cada um é um Mestre total, pois não há dois escravos iguais, exceto que cada um é um escravo total"(Kajira de Gor, p.293)


Nas mãos de um Mestre a escrava sente-se única e completamente inteira, como um mosaico dos mais coloridos e e complexos, que é trabalhado de maneira especial e cuidado, para formar uma peça exclusivamente Dele e para uso Dele. 

E, humildemente a  escrava  supõe que deva ser por isto que o Mestre exige entrega total e absoluta, para que este quebra-cabeça que é a kajira, não se revele frágil em sua composição estrutural, como aconteceria, se por exemplo fosse construída com partes faltantes na obra final. 

Imaginem uma estrutura predial faltando uma viga ou mesmo algumas colunas, imaginaram? Com o tempo e as intempéries advindas sobre ela, esta obra estaria danificada e imprópria para o uso e então desperdiçada. Assim a escrava deve se enxergar. Um Ser em formação, em treinamento e aprendizado. Uma escrava,  uma escrava para um Mestre, feita por Ele e para Ele.


“A verdadeira beleza, é claro, vem de dentro e, suponho, de muitas fontes. Pode ser, por exemplo, uma função da diminuição das inibições e da remoção de ansiedades e contradições internas. Pode vir do contentamento, da felicidade, da satisfação, da alegria, de tais coisas. Tais coisas não podem deixar de transformar as expressões, os movimentos, a atitude e o comportamento completos. A beleza do exterior começa sua jornada a partir de dentro. (Testemunha de Gor, p.51)

Neste ponto, quando a mulher nada mais é que expressão absoluta dos desejos e vontade do seu Mestre, ela congratulá-se por ser tudo no seu nada particular, ela é completa, feliz e miseravelmente bela sendo escrava. A Obra de Arte de seu Mestre.

Kajira Rubi,
Naturalmente Sua

"Em Gor, são os homens que serão homens, e são as mulheres que serão mulheres"(Homens da Tribo de Gor,p.11)

Alguns entendimentos da vida são até bem simples, mas compreender umas das coisas mais básicas do ser humano, torna-se complexo quando permitimos que conceitos e pensamentos histórico-cultural construído na sociedade vigente, se interponham entre oque é essencialmente seu e oque foi criado, impregnado na sua mente.

Ser escrava é voltar ao natural, à sua  forma primitiva em um estado de ser mais  puro, leal e verdadeiro. Não se trata de abandonar valores éticos, opiniões ou mesmo tornar-se marionete. Trata-se de saber separar estas duas esferas, é estar em constante de "estado de perguntar-se"; Isto é oque eu verdadeiramente quero e que me fará feliz? 

Muitas vezes tomamos atitudes, não porque queremos, mas por que reagimos como esperam que façamos e por isto somos infelizes. Imaginemos se um leão deixasse de espreitar a caça ou uma águia de voar.. Imaginem se um rio corresse para a foz ou mesmo se o fogo começasse a congelar?

Assim é o homem e a mulher, feitos um para completar ao outro e a um é dado a dominância e ao outro a submissão. Ao homem o  possuir e a mulher o ser possuída, simplesmente ser posse. 

Uma mulher que se afasta de seu natural, deixa de vivenciar seu instinto mais fiel e verdadeiro, o instinto de servir, cuidar e parir. Parir todos os dias a si mesma e novas formas de ser algo que possa  gerar prazer e orgulho.

Orgulho sim! ainda que a mulher saiba que ela não é o foco de sua devoção, ela se orgulha quando percebe que é bem sucedida em ser oque o homem deseja que ela seja e poder atender a todos estes desejos com excelência.

Ao sair do casulo a borboleta abre as asas ao sol para secar e ela simplesmente se lança nesta nova aventura que é voar. Linda, leve e corajosa, ela sabe que está cumprindo bem o  seu papel, seguindo seus instintos. Ela é algo perfeito na ordem natural da vida e do mundo.

Quando uma mulher se descobre escrava, de igual maneira ela entra em um processo que, aqui, chamo de fase casular, que nada mais é, que  um processo de introspecção, reflexão, aceitação e aprendizagem. 

É lindo, é maravilhoso quando quando as cascas caem e ela finalmente nota que tudo flui e contribui para seu retorno  ao natural. As asas estão ali, seu corpo vivo e transformado e a mulher vibra em expectativa.

Ainda que ainda falte algumas coisas, como conhecer o vento e todo ambiente, mas o mais importante é conhecer seu poder de voo como por exemplo, a extensão das novas asas e o funcionamento delas, são apenas algumas entre tantas novidades. 

Doe, machuca, mas quanto mais a mulher se despe mais ela afugenta o frio de si, ela brilha  e torna-se algo maravilhoso simplesmente por que ela é feliz. Feliz por estar naturalmente escravizada por um homem forte, seu Mestre e a  Ele, ela entrega tudo que tem.

"Todos organismo tem seu lugar na natureza. O da mulher está ao pé do homem". ( Bestas de Gor,p.429)


Amor Próprio
Se aceitar enquanto mulher, fêmea e escrava acarreta também  algumas outras mudanças e transformações. Quando se tem um Amor Próprio um tanto quanto frágil e dependente da manifestação de amor e aprovação de segundos e terceiros, manter a auto-estima e o amor por si mesma pode vir a ser um esforço e aprendizagem diária.

As vezes desistir, parece em dado momento, ser o caminho mais óbvio e menos sofrido. Se basear em falhas alheias e não saber lidar com suas próprias falhas, pode levar a mulher a duvidar de si e de suas escolhas. 

A Falta de Amor Próprio pode afetar negativamente a vida da Mulher e continuar inferindo em todas as suas escolhas, não permitindo que a própria pessoa faça por si mesma o que ela consideraria ser função de outros.

Investir o tempo consigo mesma deveria ser uma destas prerrogativas; Simplesmente olhar para dentro  e se admirar, se espantar com a sua trajetória, reconhecer as suas derrotas, celebrar suas conquistas, se notar única em todos os seus matizes, reentrâncias e congruências... E se amar. Realizar atos concretos que se traduzam em manifestações de amor por si. 

Olhar no espelho e enxergar as cicatrizes como as marcas de uma guerreira, combatente que persiste em não desistir mesmo quando a situação quase nunca é favorável. Ter um carinho especial por cada ferida curada, que não lhe matou e que te tornou mais forte, mesmo que as vezes você tivesse desejado não precisar estar naquela batalha.

É sobreviver e  ser resgatada por si mesma, se mantendo inteira. Ver, viver e vencer. 

Não pode haver aceitação sem admiração e amor, e não pode acontecer entrega sem aceitação.  Fechado este ciclo advêm disto respeito, orgulho e valorização. Parece tão simples falar, pois esta é uma cartilha que há muito sabe-se de  cor. Difícil é por em prática.

É preciso vigiar para não repetir velhas fórmulas batidas de fracasso. É preciso dar um basta e fazer algo que verdadeiramente nos aproxime mais dos verdadeiros ideais e objetivos, não ter medo de decepcionar ou perder supostos amigos, sendo exatamente quem é e se tornou. Cada um é o que é, e sabendo reconhecer erros e defeitos, luta-se para manter a integridade da essência natural que faz de cada Ser único.

Cada um é oque é  e quem ama respeita isso ou se afasta. Decida se Amar, Hoje!.

Amigos e amores com certeza virão, atraídos por este novo brilho e luz real que agora emana de seu interior. Se isto não ocorrer, Saiba que quem se ama se basta na maioria das vezes e do tempo. Existe satisfação com decisões e escolhas e isto é muito importante.

Se amar na vida da Kajira é abrir espaço para a face escrava, para que ela, agora "liberta", rasteje a vontade e cresça forte, se expresse com fogo e intensidade, flexível e tão resistente quanto o junco na beira dalgum rio caudaloso.

Que suba bem alto e seja vista à distancia, como uma palmeira em uma praia de areias brancas e águas turquesas além de caudalosas.  Para que o Eu escrava, possa dar frutos como a videira de Uva-Ta nos terraços de Cós e assim, o Amor Próprio fortalecido poder Amar com mais Intensidade e Contundência.Poder entregar tudo oque ela tem de bom e de ruim.

Kajira Rubi,
Tempo de Aprender

O tempo de espera pode ser angustiante ou não, dependendo de como a escrava em treinamento espera e o aproveita. O tempo deve ser um poderoso aliado e não um desafeto. Um amigo intimo com quem se dedica constante diálogo. 

É fácil notar como o tempo, impiedoso, afeta os sentidos, tanto física quanto mentalmente. Não é incomum que a Kajira sinta que em seu corpo alquebrado reside um  espirito cada vez mais forte, determinado, enquanto sua mente se mantem ágil e afiada, como a lâmina da cimitarra. É a vida, cuja a mãe é o tempo, aprontando mais uma das suas (risos).

Estas transformações que o tempo produz, tem o intuito de preparar aquela que deseja aprender, ela a molda para ocupar um lugar onde ela deseja chegar e estar. O tempo não demora, ele segue em conformidade os passos de sua tutelada, ele cuida e ensina para que, ela a pessoa que aprende, a Kajira, finalmente possa estar exatamente naquele momento culminante e mais precioso de sua vida. O momento em que ela se rende aos pés de um Homem Forte.



"Peço-te o prazer legítimo, 
e o movimento preciso; 
Tempo, tempo, tempo, tempo
Quando o tempo for propício,
Tempo, tempo, tempo, tempo..."


É apenas preciso continuar dançando com o tempo, qual será o ritmo e gênero são escolhas a serem feitas a cada novo instante. Drama e felicidade, paixão e loucura, a cada nova coreografia que não pode ser ensaiada, uma nova experiencia e prazer, ela deve ser espontânea e dinâmica podendo as vezes dar certo, sendo prazerosa e sedutora e em muitas outras fracassar, mas sempre vale a pena dançar com o tempo pois é sempre uma oportunidade de aprender.

O Tempo que muitas vezes parece longo é na verdade um artigo precioso e cada vez mais escaço, por isso é importante que seja aproveitado da melhor forma e o mais lindamente possível. Pois como já dizia a canção; Hoje o Tempo Voa amor, Escorre Pelas Mãos... E as oportunidades de se aprender são únicas.


Kajira Rubi,

Amargas Delícias

Aos poucos a menina começa a perceber oque é de fato ser uma escrava em Gor. Em que consiste entregar a sua vida nas mãos de outra pessoa. O que realmente significa ser dependente, do amor e dos desejos do Mestre. Existir com o firme propósito de ser apenas oque ele queira. 

Passasse horas pensando, refletindo sobre alguns pontos e aspectos de todas as mudanças pelas quais vai passando ao longo do tempo e que se intensifica a cada vez mais causando um turbilhão de sentimentos, dúvidas e angústias. Pensar é um excelente modo de se entender e escrever é tentar, a grosso modo dar materialidade à tudo isto, então lá vai!

A kajira navegava nos imprecisos mares dos porquês infinitos e  acredita que era por precisar, necessitar deste momento de auto entendimento e mais esta aceitação. Aprender a ser uma escrava ou melhor dizendo abandonar o modo de vida da terra e deixar que o novo modo de vida tome conta do antigo não é simples e muito menos automático como podemos, erroneamente imaginar ; É Preciso Transformação.

Em tudo que se cogitei,  teorias que elaboramos, motivos que criamos, razões  que justificam tantas coisas, coisas onde, finalmente se percebe a grande verdade, o motivo pelo qual uma mulher se  submete à um homem, o  Seu Mestre.

Ela o considerou forte o suficiente para carregar todos os fardos por ela. Aqui por fardo entendam como sendo; modos de vida masculinizada e por décadas, quem sabe séculos, preconizadas na Terra e carregados pela mulher que disputa o lugar de "homem" com os homens fracos.

A todo instante ela repete; eu aceito,  eu dependo, eu amo, eu existo por ti, meu prazer é o teu , a minha vontade é a tua, mas quando isto é levado para pratica, até mesmo no mínimo fragmento, pode não ser assim tão simples na prática, como o é na teoria. É nestas sinuosidades entre o saber e o fazer , que basicamente a Kajira pensa e se preocupa. 

Ser escrava é ser nada além do  que seja o desejo e vontade do seu Mestre, você deve ser um nada absoluto para então ser apenas a vontade expressa do seu Mestre, então enfim eu me perguntei; Bem, se é isto por que eu tenho tantas preocupações? 

Se o dever da escrava é estar aos pés dele, submissa a ele ... realizando às vontades dele, e isto e não outra coisa, é oque precisa ser feito. Ao se colocar disposta e disponível à ele e as suas ordens e suas decisões, enfim ela entende que nada mais é da responsabilidade dela, nem  mesmo o sucesso ou o fracasso desta jornada de descobertas. Ela precisa obedecer, cumprir a risca ao que for exigido dela e da forma mais primorosa e abnegada possível, servir.

Porém, isto não significa que ela deva ficar ali igual estátua inerte, mas que o seu arco de ação, por ser  limitado por ele, não deve ultrapassar os desejos dele e nem limites impostos, afinal quem é o lapidador ? 

Chegar à estas conclusões promove um grande alívio na kajira e em instantes ela estará entendo o seu papel dentro de um cenário, que é apenas parte de  um complexo mosaico. A vida é um eterno aprender, um tecer e destecer,  cair para levantar e se abaixar, para enfim se erguer plena e altiva.  Ser escrava é existir para  servir e ponto. 

Nisto está as amargas delicias do ser escrava pois nem sempre será ela a ser a escolhida para servir, e claro que mil  conjecturas vão lhe ocorrer, mas depois tudo ela saberá na mão de quem está o chicote e fica grata por seu lugar  aos pés do seu Mestre, um Homem Goreano Forte e seguro de sí.

Como, onde e quando são decisões e desejos dele e ela, apenas uma escrava disposta e entregue para satisfazê-los todos; Se ele quiser...

Kajira Rubi,
Domínio & Submissão

Ser a posse dele é como caminhar nas sombra e para encontrar a luz; é fechar os olhos para enfim enxergar em mim,  e deixar vir à tona a verdadeira  natureza trancafiada.

É estar presa para então poder correr livre e plena. Ser tudo oque Ele queira, Simplesmente por que assim o  quer, porque a Ele foi dado o poder de escolher e a mim a opção de acatar. 

Por que pertencer a um Mestre, uma fêmea e escrava dele, implica  em ser educada e moldada por ele. Ser lapidada e esculpida por ele. Ser apenas uma pedra bruta, mas a pedra bruta dele.

É como se novamente a mulher, estivesse sendo gerada, uma fêmea, uma obediente escrava de seu Mestre, que confia e espera por ele, seus comandos, seus cuidados e suas ordens.

Esta certeza muda toda a percepção de mundo da kajira, de sua experiência de viver e Ser enquanto mulher, por que o mundo dela agora é ele. Pertencer a ele e se enxergar através dos olhos dele.

E assim são feitas as escolhas e destas escolhas surgem a base da relação Mestre-Kajira. Ela escolhe ser dele todas as manhas e ele aceita sua entrega. E com isto descobrem juntos, cada um ocupando seu devido lugar, uma infinidade de coisas possíveis a este universo e que se descortinam no horizonte.

Cortina sempre erguida pelo Mestre mas mantida aberta pela escrava. Sombra e Luz, Amor e Aceitação. A cada novo passo, apenas uma certeza, ela é uma propriedade, total e inegavelmente. 

Kajira Rubi,

terça-feira, 21 de abril de 2020

Chá Bazi & Pose Nadu


Uma das  Primeiras  posições que uma escrava aprende é a  posição  de Escrava do Prazer, aquela que  mostra sua pré- disposição  em servir aos Mestres na  pele. 

Nesta  posição a escrava deve se  ajoelhar  com  as pernas afastadas, colunas  bem eretas e   queixo levemente  erguido demonstrando  orgulho  de sua posição  e serviço. porém ela deve manter os olhos baixos em sinal de  respeito  ao Mestre e reconhecimento que  é a ele que ela deve obediência. Esta  questão do olhar,  é claro,  pode ser mudada a  gosto   do  Mestre  perante a  quem ela se  dobra.  

As mãos devem estar dispostas sobre as cochas , braços  rente ao corpo  e palmas  para cima, confirmando assim que ela está disposta e totalmente aberta para o uso. Por outros  sinais  ela pode também demostrar  que também está excitada pela possibilidade, de que isto venha acontecer.

Um afogueado na  face,  uma tremura nas mãos ou lábios   que  podem também estar entre-abertos  como se  fosse difícil respirar e  devido à  este  esforço maior, também  os seios  sobem e descem mais  rápido  e com mais  evidência.  E  olhando mais atentamente o Mestre poderá  contemplar o sexo da escrava  brilhante  e molhado.  A escrava está claramente excitada e desejosa por ser usada.

Se submeter   a um homem  não é fácil, se reconhecer  como posse,  como  propriedade  dele e saber  que à partir daquele momento você já não se pertence mais,  porque você agora  pertence à um homem. Se destituir de tudo oque acreditava ser e se tornar algo novo, realmente não é nada fácil.

Estar em pose Nadu ou qualquer outra  posição  de escolha do Mestre da Kajira, é algo mais  que  o esperado ou mera obrigação é uma forma de expressão e também uma necessidade. Necessidade não porque ela espera ser usada por ele ali,  ou a todo instante, mas como forma de lembrar  que é  ele  o Mestre  para  quem ela se  submeteu  e é a ele  que ela está sempre  disponível, como ele desejar.  É para dizer a ele  sem palavras  que, quem está diante dele é  seu animal de  estimação, sua kajira. 

Ficar em Nadu ,  volto a repetir, parece simples  mas não o é, pois submeter-se de fato, vai além de protocolos, rituais ou ajoelhar-se. Submeter-se à um homem como Mestre e Dono é em síntese um ato reconhecimento de sua dominância, força e de amor.

Estar  em Nadu,  que  significa mais que uma pose. Talvez  comandos simples, mas para a escrava recém encoleirada pode haver uma lentidão para compreender todo simbolismo  contido nestes  simples atos de  amor, confiança, entrega e aceitação.

A Kajira quando colocada em Nadu, existe uma série de implicações nisto, conforme a vontade do Mestre. Primeiro porque Nadu não é um  Tower, enquanto o Tower é chá o  Nadu  é  o vinho da Ka-la-na, o primeiro pode até aquecer  e revigorar, mas o segundo arrebata o sentidos, aguça os desejos e aflora os mais doces e inebriantes instintos primitivos-selvagens  da escrava comandada.

Obviamente, a mulher não precisa estar de joelhos para  ser escrava, assim como não precisa estar com roupas vulgares  para ser uma puta ou de coleira de cadela para sê-lo, mas apesar e não precisar, a vontade que conta é a do Mestre e o tipo de treinamento o qual dele deseja para cada escrava.

O Treinamento de uma Kajira é constante e interrupto, buscando o impossível, que é aprimorar a cada novo dia e extrair, por assim dizer, o melhor da escrava.

Kajira Rubi,

Citação: Escrava  Sem Colar

"Virei e marchei na direção da porta do salão. Luma caiu diante de mim, sua mão sobre a boca.
Eu vi que seus olhos eram profundos, e muito belos. Ela estava com medo.
-Me preceda até minha cama - Eu disse.
-Eu sou livre - Ela sussurrou.
-Encoleire  ela - Eu disse para Thurnock - E a envie para minha cama.
A mão dele se fechou no braço da franzina loira Escriba.
-Clitus- Eu disse - Envie Sandra, a  dançarina, para minha cama  também.
-Você a libertou, Capitão - sorriu Clitus.
-Encoleire ela - Eu disse a ele.
-Sim, Capitão- Ele disse. Eu me lembrava bem de Sandra, com seus  cabelos negros, sua pele morena e bochechas altas. Eu queria ela.
Fazia tempo desde a última vez  que eu tive uma mulher."





Kajira Rubi,