sexta-feira, 24 de abril de 2020

De Rez em Rez, a Paz


Sentir-se conturbada e aflita em alguns momentos é algo natural. Como notamos, existem entendimentos que, devido à inexperiência, tornam-se mais complexos e abstratos. 

Com o tempo tenho tentado me encontrar e afirmar, encontrando a mim mesma nos mesmos prazeres de sempre, afinal  como também já foi dito antes, o material é o mesmo. 

Um Pouco de silêncio, um minuto de paz e até de solidão são importantes quando se tem necessidade de ouvir sua voz interior e seus instintos mais puros e sinceros.

Somente nós, podemos responder a nós mesmos, abrir os olhos, apontar caminhos. Somente nossa consciência, a busca pela nossa chama matriz em nosso amago, pode fazer fluir a nossa energia, ampliá-la e fazê-la expandir-se de modo único.

Uma vez que isto é feito e a nossa própria energia começa  a recarregar nossas "baterias", podemos retornar ao nosso "canal vibracional". -Como se fossemos uma estação de rádio? -Sim.

A função disto é bem simples. É promover a conexão do micro ao macro, da parte com o todo e assim, na verdade ninguém está realmente sozinho. Existe um rico universo dentro de nós mesmos prontos a ser explorados e apreciados.

Mas, o interessante é que quanto mais esta consciência quântica ocorre mais atrativo o Ser se torna. A Luz não se extingue nas trevas, ao contrário,  são as trevas que se dissipam. 

A Luz do conhecimentos apaga as trevas da ignorância, isto já dizia algum socrático (risos). Então com base  nisto, esta menina entende que a máxima "Minha Consciência está tranquila"  é uma verdadeira falácia visto que uma consciência tranquila é uma consciência estagnada.

Vulcões, erupções, abalos sísmicos. A natureza usa e abusa do direito de se renovar por meio do caos.  Do ato de trazer para fora oque está guardado vem a renovação.  Seria algo como dar rez em um objeto do inventário para  ver oque  é .. As vezes é coisa boa mas em geral é lixo que foi guardado.(rs) 

Se uma mulher usa um anel no nariz, é difícil um homem não notar que  ela é uma  escrava, mas se ela esconde até de si mesma oque lhe vai à mente, apenas um Homem mais observador poderá notar e até mesmo antes dela.

Algumas mulheres evitam com toda veemência qualquer indicio de tendência ou vocação para o colar, seja adornos ou comportamento, isso certamente será evitado até que ...Seja algo latente de impossível de não ser notado.
E uma vez que é notado é preciso olhar de perto e saber oque fazer, então depois disto... Tudo um lindo, lento e doloroso processo. A escrava recém saída dos calabouços da mente, exige da mulher se expressar e ela deseja intensamente, apenas servir e viver a sua servidão.

"Também em nome do anel nasal, deve-se mencionar que entre os Povos dos Vagões, mesmo as mulheres livres os usam. Isso, no entanto, é incomum em Gor. O anel nasal, na maioria das vezes, é usado por um escravo. Esses anéis, aliás, os dos ouvidos e do nariz, não servem simplesmente para enfeitar a fêmea. Eles também têm um papel a desempenhar na excitação dela. 

O roçar dos lados do pescoço da menina pelo ornamento pendurado é, por si só, um estímulo delicado de uma área sensível do corpo, dos lados do pescoço sob as orelhas; esta área é bastante sensível a toques leves; se o brinco é de mais de uma peça, os pequenos sons produzidos por ele também podem ser estimulantes; consequentemente, a sensação e o movimento do brinco, e a carícia, e às vezes sã, persistente, sutil e sensual, funcionando tanto no nível consciente quanto no subliminar, podem frequentemente levar uma mulher a, e muitas vezes mantê-la indefinidamente, em um estado de prontidão sexual incipiente.

É fácil perceber por que as mulheres livres de Gor não as usam e por que geralmente são usadas apenas como escravas baixas. Observações semelhantes também se aplicam, é claro, ao anel do nariz, que toca levemente a área muito sensível do lábio superior de uma garota. O piercing no nariz também, é claro, deixa claro para a garota que ela é um animal doméstico. Muitos animais domésticos em Gor os usam".
O Tempo do Novo

Quando se está em um processo de reconstrução diária, cada dia, horas(Ahn), minutos(Ehn) e segundos(Ihn) são sentidos intensamente.

O tempo custa a passar e cada nuance de cor e sabor, é sentida profundamente. Ah, como custa! cada dor, cada lágrima e cada  sorriso. Tudo custa! e cada instante de felicidade é recebido com imensa alegria e sofreguidão.

E é por isso mesmo que estes momentos de alegria, a cada nova conquista é motivo também para comemorar. Relembrar quais os sentimentos,  ali  envolvidos e os caminhos trilhados.

Comemorar o fato, de que mesmo sendo moroso e amargo, chega a hora do Velho Tempo fazer as malas e partir e então  chega no lugar  dele,  o  tempo do Novo.

Quando o Novo chega, deve encontrar a casa  limpa e arrumada e a passagem do Velho, deve ser uma memória afetiva de profundo respeito pela ilustre visita, seu presente especial e a oportunidade de aprender.

O Novo vai avaliar,  de que forma lidamos com as provações  do Velho, e se estamos realmente preparadas para a visita dele. Caso a resposta seja negativa ele vira as costas e vai embora e o Velho volta para ensinar tudo de novo, até que enfim, aprendermos seus ensinamentos.

Caso seja positiva a avaliação dele, então ele entra e começa seu trabalho ali, naquele lugar e com aquela pessoa que o recebe..No caso eu, a escrava.

Então ele me pergunta; -Menina, oque você aprendeu?- Eu sorrio e olhando  no fundo dos olhos dele respondo: - Eu aprendi  que me amo e me respeito, sendo exatamente oque eu quero ser, aprendi a não me incomodar com o resultado disto, mas ao contrário, aproveitar nos mínimos detalhes. 

-Eu aprendi também - Continuo -  Que quando  eu persisto em realizar meus sonhos, eu honro a minha historia passada e vindoura. Aprendi que quanto mais eu me amar mais eu tenho a oferecer, a doar e a entregar.

Ouso erguer os olhos e sorrir para Ele - E quanto  mais eu entrego, mais eu tenho a entregar, porque ao me amar e buscar me entender, eu gero em mim mesma a capacidade de amar e entender ao  outro.

-Quando chego em uma casa, cada um reage de uma forma - Ele diz sem esclarecer muito - Fale mais...

-Quando se é feliz com oque se tem, nada mais importa e se consegue ser feliz. Ao me dar a chance de ser uma escrava treinada e moldada para agradar  aos desejos de meu Mestre eu sou muito feliz. 

-Sou feliz  por que neste  pouco tempo eu percebo, que ser kajira é simplesmente entregar e obedecer a qualquer coisa  que ele queira de mim, ele próprio vai dizer suas vontades e eu não preciso me consumir tentando adivinhar  nada.

-Não tente adivinhar Nunca!.

-Eu te agradeço Meu Mestre, pela paciência com esta  escrava e pela oportunidade que tem me dado. Por doar-se, premiando a esta kajira... O Velho e o Novo dando sempre a oportunidade para quem deseja acertar e aprender.

-Você Fala demais - Desfere um tapa no rabo deste animal e conclui - Cala a boca e Me traga Vinho Ka-la-na.

O vinho é servido.

-Agora Dance até eu dizer que pare e que venha aqui do meu lado, isto é claro, se sua dança me agradar...

-É claro - penso e corro para o tapete da submissão.

Longa e silenciosa é a noite.


Kajira Rubi,

Inspiração

Esta  escrava não consegue pensar em um título  mais  oportuno  quando ela se pergunta onde encontrar inspiração, quando nada a estimula e nem excita. 

Viver  dentro de uma rotina caustificante e monótoma pode instigar alguém?  Em que medida a  vida de  uma kajira deve ser um intenso mar de acontecimentos e descobertas?

Perguntas é oque não falta a esta escrava e respostas é oque menos tem.  Chega um momento que pareço olhar para uma grande muralha e nada enxergo a volta. 

Não sei como agir,  não sei oque pensar e nem mesmo  o que sentir. A única certeza que tenho a esta altura é que estou amando os cursos e aprender.

A Filosofia Goreana tem sido minha paixão e eu  sei que em algum momento esta Kajira estará  se sentindo segura e plena como  sabe  que acontece, mas não é  oque acontece agora.

Não ainda. Mantenho firme  o pensamento de que um dia tudo valerá a pena e se mostrará  forte, firme e verdadeiro, mas não ainda. 

Reconheço que  algo falte  à  esta  escrava, reconheço que algo precisa mudar e transformar mas não me julgo, não me condeno e nem me culpo. 

Desejo apenas seguir e dar a mim mesma, a  oportunidade que sempre neguei, então oque restaria a fazer? Continuar...Continuar a me encontrar em meio ao mar de rostos, sorrisos e formas. 

Me identificar entre as mil e uma formas de amar e ser feliz. Continuar buscando aprender e a crescer. Crescer primeiro como mulher para depois poder servir com segurança e primazia. 

Ter as  raízes  bem fixadas em solo fértil e bem adubado. Crescer linda e  frondosa podendo curvar sem quebrar. Enfrentar o vento forte sem ser derrubada. E Poder acolher, dar sombra e frutos doces e saborosos sem ser apedrejada.

Mas por enquanto sobram apenas incógnitas e  quando falta motivação... bom, então vamos seguindo  com oque se tem e esquecer o que não se tem. A vida é uma conquista diária e a inspiração deve ser encontrada nos mínimos detalhes.

Kajira Rubi,
Citação: Escrava Interior


"Você ainda não começou a aprender o que pode ser, para ser uma escrava", eu disse.

Ela olhou para mim, assustada.

Eu, então, agarrei o colar sobre sua garganta.

"Você sabe, em última instância," eu perguntei, "quem se provará ser o seu melhor treinador?"

"Não, Mestre", disse ela.

"Você, você mesma," eu disse, "a menina, ela mesma, ansiosa para agradar, criativa e inteligente, monitorando seus próprios comportamentos e sentimentos, esforçando-se amorosamente para melhora-los e aperfeiçoa-los. Você mesma vai ser em grande parte responsável por fazer de você mesma a soberba escrava em que você irá se tornar."

"Mestre?" Ela perguntou.

"O colar", eu disse, tocando-o, "é colocado por fora, mas o que ele circunda, a escrava, vem de dentro."

"Mestre?" Ela perguntou.

"A escravidão," eu disse a ela, "a verdadeira escravidão, vem de dentro, e você, minha adorável bichinha de cabelos vermelhos, garanto-vos, como foi evidenciado pelo seu comportamento e apresentação nesta noite, é uma verdadeira escrava. Não lute contra a sua escravidão. Permita que ela livre e espontaneamente, candidamente, doce e sem entraves, manifeste-se. É o que você é ".



quarta-feira, 22 de abril de 2020

Liberta Demais

Ser uma escrava no planeta  Gor é não ter nada, é não ser nada além de uma posse. Um animal sem direito algum, nem mesmo à um nome.  Um ser  treinado e criado  para  apenas existir e  dar prazer aos  homens.

A escravidão em Gor é uma instituição social e aceita em todo planeta e portanto a mulher, sendo uma posse, uma  sleen encoleirada, em essência e em VERDADE é, absolutamente  LIVRE, para seguir apenas seus instintos mais latentes.

À uma kajira  é  negado ter pudores, vergonhas e recato.  Um ser  treinado e moldado  para atender as exigências masculinas. A ela  não é dado o poder de escolha,  ela apenas obedece.

Enquanto a mulher Goreana,  a kajira,  a cada dia mais se  torna consciente de tudo  oque significa ser uma escrava, e ser sexual.  Oque é deixar-se consumir com o fogo  escravo ao ponto de rastejar implorando pelas atenções sexuais de um Mestre , por que sim,  este é o seu direito. Ela cresce e se aprimora, e a isto se dá o nome de Entrega.


A nós, escravas a úncia cobrança que cabe é pela excelência do servir e da entrega e nada mais.  Servir e agradar  aos  Mestres de modo pleno e satisfatório. Somos livres de julgamentos e acusações, pois  de nós escravas nada mais é esperado e  existimos para dar o mais puro e sincero prazer,  o qual um Mestre pode experimentar.

Em planeta Gor,  nada além disto é  tolerado, que a   kajira seja  fêmea inteira e  exclusivamente. É um imenso NADA  que  no fim é muito, é TUDO, pois  é o NADA-TUDO  de uma  homem  Goreano, Um Mestre. 

Se a escrava está feliz com sua entrega, feliz com  seu  treino e feliz por  finalmente se perceber a mais livre das  criaturas. Uma  fêmea,  uma besta que existe  com um único e primordial propósito,  de ser oque o  Mestre deseja. Um animal linda e LIVRE ela será também uma mulher em pleno sentido, naquilo que mais e verdadeiramente importa.

Kajira Rubi,
Citação: A Dança


"Eu, ociosamente, observei a dançarina. Seus olhos estavam em mim. Parecia que, em suas mãos, ela segurava frutos maduros para mim, larmas exuberantes, escolhidas frescas. Seus pulsos estavam próximos um do outro, como se confinados pelos elos do bracelete de escrava. Ela tocou a larma imaginária no seu corpo, acariciando-a sua ondulante beleza com ela, e, em seguida, os olhos piedosos, manteve suas mãos para frente, como se me implorando para aceitar a fruta exuberante. Homens na mesa bateram palmas na madeira, e olharam para mim. Outros bateram à esquerda de seus. Eu sorri. Em Gor, a escrava, desejando seu mestre, mas às vezes com medo de falar com ele, com medo ser golpeada, lança mão na ocasião de determinados mecanismos, cujo significado é geralmente bem definido e culturalmente bem compreendido. Mencionarei dois desses dispositivos. Há, em primeiro lugar, a nó da escravidão. A maioria das escravas Goreanas ter cabelos longos. O nó escravidão é um nó em laço simples amarrado no cabelo da menina e vestido ao lado de sua bochecha direita ou acima de seu ombro direito. A menina se aproxima do mestre nua e se ajoelha, o delicado nó da escravidão, ondulado, caído ao lado de sua bochecha direita ou sobre seu ombro direito. Outro mecanismo, comum em Port Kar, é a menina se ajoelhar diante do mestre e colocar ficar de cabeça baixa e levantar os braços, oferecendo-lhe fruta, geralmente uma larma, ou um pêssego Goreano amarelo, maduro e fresco".







Kajira Rubi,
Caminhada

O processo de formação e educação de uma kajira é árduo e demanda, não apenas tempo, como também esforço e dedicação.

Além de todo o processo de busca e reconstrução interna, ela também precisa entender-se e identificar-se na nova imagem e  Ser em que ela está, sendo transformada e moldada. 

Ainda que ela, a mulher, não seja mais oque era, livre, ela precisa encontrar em si, o desejo e motivação para continuar nesta busca de si mesma, a escrava e seu lugar no mundo.

Ainda que ela não se reconheça ao olhar-se  no espelho ela reconhece  o reflexo daquilo o qual ela pretende tornar-se, e compreende que o objetivo da viagem não é o destino final, mas aproveitar o caminho.

Caminho muitas vezes espinhoso e muitas outras vezes florido. Algumas vezes tortuoso e áspero e outra tantas não mais que uma bucólica alameda ou denso lamaçal. Tudo depende Dele e dos esforços dela em obedecer.

Tudo contribuindo para o processo de fortalecimento e treinamento da escrava. Esta menina tem se sentido desafiada a seguir seus instintos e finalmente ir ao encontro das metas  que ela sempre deixou para depois. 


Não há mais tempo a perder e o tempo de ser feliz é agora. O tempo de esperar e ser comedido acabou, por que ser escrava Goreana,  é Ser visceral e intensa e nada pode ser  guardado para depois.

Ser educada, pelo que está menina entende, não significa ser  marionete e concordar com tudo oque está sendo dito ou feito. Ser educada é respeitar o lugar que ocupa, primeiramente o Seu Mestre, honrando  o nome e a Casa Dele. 

Ser educada é obedecer, ainda que as ordens não façam  muito sentido para a escrava, mas por ser educada ela saberá obedecer e esperar o momento certo de se expressar quanto as suas dúvidas e questionamentos com cuidado, calma e humildade.

Ser uma  escrava educada, deve significar muitas coisas que ainda escapa a compreensão desta Kajira, mas uma coisa já sei,  uma  escrava que se permite educar aprende que para ela desempenhar bem seu papel, ela precisa antes respeitar a si própria e encontrar o orgulho de ser, não oque ela quer, mas oque é desejado dela.

Desta forma, por maior e dificultosa que possa ser a estrada, os pés da kajira, jamais devem se desviar de suas buscas e caminhada. Esta menina está muito orgulhosa dela mesma. E você?


Kajira Rubi,
Sutilezas

Dentro de uma relação verdadeira, pelo que  esta kajira tem notado, uma das coisas  de mais valor, são as pequenas sutilezas.

O ato  de confiar e entregar da escrava e o ato de aceitar e  acolher do Mestre, são apenas o inicio de tudo o que se pode construir, a solidez da base.

Pequenos gestos ou até a ausência deles, podem ser indícios destas sutilezas. Um tempo dispensado, um sorriso,  um afago e até mesmo o silêncio do Mestre, quando ele até desejaria falar, mas precisa educar a  escrava.

Educar um outro ser, que já tem uma história de vida e uma  forma de a compreender, não  é tarefa simples, assim como não é simples, receber  esta educação.



Hoje, esta escrava percebe o quanto é complexo e sutil o processo que demanda a construção de uma relação Mestre-kajira, e entendo também o por que ela é uma  obra que demanda tempo e calma. 

A pressa neste caso, apenas resultaria  na perda de todo o trabalho  e até mesmo na perda da peça, a escrava, que correria o risco de se quebrar. 

Momentos de escuta e relaxamento, se fazem  importantes para o conhecimento e reconhecimento mútuo.  Esta kajira acredita  ainda, que este conhecimento torna-se fundamentalmente indispensável para que seja alcançado uma relação de sucesso e duradora.

Conforme o tempo  passa, aumenta o conhecimento que esta  escrava tem de si, anseios, desejos e expectativas as quais ela sabe que precisará lutar e trabalhar em suas próprias falhas para  conseguir. 



Um tempo  bom ao lado do Seu Meste é tudo oque esta menina espera. Lutar e batalhar todos os dias, tendo a certeza de ter um lugar aos pés dele, ou quem sabe em seus braços, porém o mais importante, sentir-se confortável fazendo exatamente isto.

Kajira Rubi,