Dentro de uma relação verdadeira, pelo que esta kajira tem notado, uma das coisas de mais valor, são as pequenas sutilezas.
O ato de confiar e entregar da escrava e o ato de aceitar e acolher do Mestre, são apenas o inicio de tudo o que se pode construir, a solidez da base.
Pequenos gestos ou até a ausência deles, podem ser indícios destas sutilezas. Um tempo dispensado, um sorriso, um afago e até mesmo o silêncio do Mestre, quando ele até desejaria falar, mas precisa educar a escrava.
Educar um outro ser, que já tem uma história de vida e uma forma de a compreender, não é tarefa simples, assim como não é simples, receber esta educação.
Hoje, esta escrava percebe o quanto é complexo e sutil o processo que demanda a construção de uma relação Mestre-kajira, e entendo também o por que ela é uma obra que demanda tempo e calma.
A pressa neste caso, apenas resultaria na perda de todo o trabalho e até mesmo na perda da peça, a escrava, que correria o risco de se quebrar.
Momentos de escuta e relaxamento, se fazem importantes para o conhecimento e reconhecimento mútuo. Esta kajira acredita ainda, que este conhecimento torna-se fundamentalmente indispensável para que seja alcançado uma relação de sucesso e duradora.
Conforme o tempo passa, aumenta o conhecimento que esta escrava tem de si, anseios, desejos e expectativas as quais ela sabe que precisará lutar e trabalhar em suas próprias falhas para conseguir.




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