Quando se está em um processo de reconstrução diária, cada dia, horas(Ahn), minutos(Ehn) e segundos(Ihn) são sentidos intensamente.
O tempo custa a passar e cada nuance de cor e sabor, é sentida profundamente. Ah, como custa! cada dor, cada lágrima e cada sorriso. Tudo custa! e cada instante de felicidade é recebido com imensa alegria e sofreguidão.
E é por isso mesmo que estes momentos de alegria, a cada nova conquista é motivo também para comemorar. Relembrar quais os sentimentos, ali envolvidos e os caminhos trilhados.
Comemorar o fato, de que mesmo sendo moroso e amargo, chega a hora do Velho Tempo fazer as malas e partir e então chega no lugar dele, o tempo do Novo.
Quando o Novo chega, deve encontrar a casa limpa e arrumada e a passagem do Velho, deve ser uma memória afetiva de profundo respeito pela ilustre visita, seu presente especial e a oportunidade de aprender.
O Novo vai avaliar, de que forma lidamos com as provações do Velho, e se estamos realmente preparadas para a visita dele. Caso a resposta seja negativa ele vira as costas e vai embora e o Velho volta para ensinar tudo de novo, até que enfim, aprendermos seus ensinamentos.
Caso seja positiva a avaliação dele, então ele entra e começa seu trabalho ali, naquele lugar e com aquela pessoa que o recebe..No caso eu, a escrava.
Então ele me pergunta; -Menina, oque você aprendeu?- Eu sorrio e olhando no fundo dos olhos dele respondo: - Eu aprendi que me amo e me respeito, sendo exatamente oque eu quero ser, aprendi a não me incomodar com o resultado disto, mas ao contrário, aproveitar nos mínimos detalhes.
-Eu aprendi também - Continuo - Que quando eu persisto em realizar meus sonhos, eu honro a minha historia passada e vindoura. Aprendi que quanto mais eu me amar mais eu tenho a oferecer, a doar e a entregar.
Ouso erguer os olhos e sorrir para Ele - E quanto mais eu entrego, mais eu tenho a entregar, porque ao me amar e buscar me entender, eu gero em mim mesma a capacidade de amar e entender ao outro.
-Quando chego em uma casa, cada um reage de uma forma - Ele diz sem esclarecer muito - Fale mais...
-Quando chego em uma casa, cada um reage de uma forma - Ele diz sem esclarecer muito - Fale mais...
-Quando se é feliz com oque se tem, nada mais importa e se consegue ser feliz. Ao me dar a chance de ser uma escrava treinada e moldada para agradar aos desejos de meu Mestre eu sou muito feliz.
-Sou feliz por que neste pouco tempo eu percebo, que ser kajira é simplesmente entregar e obedecer a qualquer coisa que ele queira de mim, ele próprio vai dizer suas vontades e eu não preciso me consumir tentando adivinhar nada.
-Não tente adivinhar Nunca!.
-Eu te agradeço Meu Mestre, pela paciência com esta escrava e pela oportunidade que tem me dado. Por doar-se, premiando a esta kajira... O Velho e o Novo dando sempre a oportunidade para quem deseja acertar e aprender.
-Você Fala demais - Desfere um tapa no rabo deste animal e conclui - Cala a boca e Me traga Vinho Ka-la-na.
O vinho é servido.
-Agora Dance até eu dizer que pare e que venha aqui do meu lado, isto é claro, se sua dança me agradar...
-É claro - penso e corro para o tapete da submissão.
Longa e silenciosa é a noite.
Kajira Rubi,
-Você Fala demais - Desfere um tapa no rabo deste animal e conclui - Cala a boca e Me traga Vinho Ka-la-na.
O vinho é servido.
-Agora Dance até eu dizer que pare e que venha aqui do meu lado, isto é claro, se sua dança me agradar...
-É claro - penso e corro para o tapete da submissão.
Longa e silenciosa é a noite.
Kajira Rubi,



0 comentários:
Agradecemos por Interessar-se e Prestigiar este Espaço.